Estar na Pele da Ana: Página 08

Cottonbro/Pexels

Quero falar sobre o ser, sobre ser e apenas ser. E talvez sobre quantos seres habitam nesse meu ser. 

 

Percebi durante essa minha caminhada que não sou apenas um ser, mas sim várias, múltiplas de mim que embasam esse ser que vos fala. Andei por muitos caminhos tentando descobrir em quais dos ser eu, de fato, era um ser e descobri que em todos eles. 

Todos eles fazem parte de mim, e tudo o que há em mim faz parte deles. Pois já não posso ser eu sozinha. Com isso me componho de todas essas faces de mim pra enxergar o que de fato brilha, salta, vibra, ecoa, vive, excita, conturba, grita, chora, agonia, erradia. 

 Somos múltiplas, mulheres, lésbicas, vaginas, somos um todo que nos permite ser. Há muito lá fora que tenta nos engolir, muitas vezes nos esconder, mas não há nada que ofusque o meu levante de ser.
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Sim, são muitas feridas, e dores e lamúrias, mas tem um tanto tão maior que me transborda, que decidi apesar ser, não mais sucumbir a opiniões ou murmúrios de quem quer que seja, pois só eu sei o que trago na minha mala da vida.  E que foi apenas eu que a enchi e também esvaziei inúmeras vezes pra conseguir continuar carregando-a. 

 

Então não venha me dizer se estou certa ou errada, apenas me veja, me olhe nos olhos sem julgamentos ou pré disposições, aí então, talvez, possa compreender que não sou apenas Ana, não sou apenas sapatona, ou algo que se posso descrever, pois sou um ser, igual a mim, e possivelmente igual a você. Então apenas me deixe ser.

***

Ana Cardoso (ela/dela, mulher cis lésbica)

Apaixonada pela vida. Rir e fazer rir é uma boa dose de terapia da felicidade. Quando rimos, damos ao cérebro um momento de pausa, para viver apenas aquela sensação.  Escrever me liberta, me conecta a minha constante metamorfose, me ajudando a entendê-la melhor a cada dia. Quando compartilhamos o que sentimos, ou vivemos, estamos de alguma maneira nos curando. O amor pra mim é a melhor e maior escolha para um mundo melhor.

Ana Cardoso

Apaixonada pela vida.

Rir e fazer rir é uma boa dose de terapia da felicidade. Quando rimos, damos ao cérebro um momento de pausa, para viver apenas aquela sensação.

Escrever me liberta, me conecta a minha constante metamorfose, me ajudando a entendê-la melhor a cada dia. Quando compartilhamos o que sentimos, ou vivemos, estamos de alguma maneira nos curando.

O amor pra mim é a melhor e maior escolha para um mundo melhor.

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