Estar na Pele da Letícia: Página 06
São 7h55 de uma segunda-feira e eu estou sentada no meio de uma sala de aula cheia demais. Essa é uma das muitas aulas que eu faço sozinha nesse semestre e esses momentos entre uma aula e outra, em que não há ninguém pra conversar e me fazer companhia, me lembram muito a Letícia de 9 anos em uma nova escola.
Nesse período de mudanças e adaptações, os livros eram os meus mais fiéis amigos. A palavra acalentava o coração de uma menina que tinha muito medo de estar só. Carregava livros pra lá e pra cá, o tempo inteiro. Não conseguia sair de casa sem o peso familiar das páginas, que me permitiam ter o que fazer com as mãos e os olhos que não tinham um conhecido a quem buscar no meio de outras imensidões de salas de aula cheias demais.
Hoje quase não sinto solidão estando sozinha. Me sinto, na maioria das vezes, em paz. Gosto de ter tempo pra pensar, mesmo que tenha que ser no meio dos gritos desses estudantes barulhentos. Tempo para estar comigo, me escutar, me entender…
Eu tenho esse desejo de que o diário do Estar na Pele seja para os outros um pouquinho do que os livros foram para mim naqueles momentos de solidão. Um suspiro cheio de alívio, um ombro amigo, uma mão estendida.
Quero que as minhas palavras possam ser um lugar agradável pra gente descansar desse caos todo que é viver.
Mas, mais do que tudo, quero que vocês não precisem se sentir sozinhos como um dia eu já me senti. Desejo que saibam que somos nossa melhor companhia, nossos maiores incentivadores. Que entendam que é preciso se dar mais colo do que bronca. Que é preciso amar-se ou, pelo menos, tentar de todo o nosso coração.
Assim, quando a ansiedade invadir nossos dias ou quando sentirmos que vamos nos afogar na sensação de solidão, seremos nossa própria boia salva vidas.
Tô aqui por vocês, tá? Beijos e até a próxima página!
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Letícia Cais
Letícia é estudante de Direito e autora de “Gira, o livro”. Canceriana, sente tudo com intensidade. Começou a publicar seus textos na internet em 2016 e nunca mais parou.
Apaixonada pela escrita e por tudo que ela proporciona, encontrou nas palavras um refúgio para suas reflexões.
Nosso desejo sexual pode variar ao longo da vida e isso não é um problema. Dependendo da nossa rotina, da nossa saúde física e mental, da nossa idade, da nossa sensação de bem-estar, dentre outros fatores, podemos estar com maior ou menor libido, sem necessariamente ter algo de errado. Mas quando essas alterações se tornam persistentes e prejudicam a vida da pessoa, algo deve ser feito para reequilíbrio do organismo.